Eu já chorei por ele, mas foram as lágrimas mais doces que já escorregaram por meu rosto; eu já sonhei com ele por uma noite toda e acordei abraçada ao meu travesseiro chamando por seu nome, com uma vontade imensa de fechar os olhos e dormir de novo só pra poder vê-lo ao meu lado mais uma vez; eu já saí com ele, em um tipo de encontro que só nós dois entendemos e apenas nós entendemos o valor que teve; eu já desejei aquele corpo mais que tudo no mundo; eu já sorri os sorrisos mais verdadeiros e alegres ao lado dele; eu já fui a mais idiota e retardada; eu já fui a mais feliz com ele; eu já o amei acima de tudo, e ainda amo. Ele nem sabe disso e, sinceramente, não deve saber. Eu fugi desse sentimento, como no início do namoro, porque me senti ameaçada, porque sempre teve aquela que nunca desistiu e guarda boa parte do coração dele com ela, eu corri pra um lugar diferente. E confesso não é tão aconchegante quanto aqueles braços, ou suaves e penetrantes como aquele olhar. Ele não sabe tanta coisa. E eu, mesmo que tenha muito pra lhe contar, não falo nada. Talvez porque ache que ele pode entender sozinho ao rever nossos momentos, talvez por covardia. Eu não sei. Deixa pra lá. Esse amor aqui, um dia, se acalma, se escurece. Ou não.
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